Pedro Novaes entra em cena em Três Graças como quem já entendeu o tamanho do palco. No papel de Leonardo Ferette, filho do poderoso personagem de Murilo Benício, ele não se intimida com o peso dramático da trama nem com a responsabilidade de estrear no horário nobre. O que se vê é maturidade. Não aquela impostada, mas a que nasce do domínio técnico e da consciência de personagem. Leonardo ganhou densidade, e Pedro sustenta cada camada com precisão.
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Há algo de muito interessante na evolução dele. De Malhação ao protagonismo em Garota do Momento, o crescimento foi gradual, quase silencioso. Agora, no embate direto com o pai na ficção, Pedro demonstra segurança no tempo da fala, no uso do silêncio e no olhar que confronta sem gritar. Os últimos conflitos em cena deixam claro que ele nasceu para a arte de se comunicar. Não atua para preencher espaço, atua para ocupar.
Ser filho de Marcello Novaes e Letícia Spiller poderia ser um carimbo fácil. Mas Pedro transformou herança em responsabilidade. O sotaque paulistano exigido em Três Graças não soa ensaiado. Soa assimilado. Ele compreende que o horário das nove exige mais do que carisma juvenil. Exige consistência. E ele entrega. Há técnica, há estudo e há intuição cênica.
Fora da TV, a música com a banda Fuze, os trabalhos no cinema e até a presença no universo da moda ampliam seu repertório artístico. Não é dispersão. É construção de identidade. Pedro Novaes já não é apenas promessa. É afirmação. E, se continuar nesse ritmo, consolidará de vez o lugar que começa a ocupar com mérito próprio: o de protagonista de sua geração.
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