Hoje aos 85 anos, Maria Gladys foi considerada musa do cinema marginal nos anos 1970, destacando-se por sua atuação em filmes de Júlio Bressane e Ruy Guerra, como Os Fuzis (1964), que recebeu o Urso de Prata em Berlim.
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Na televisão, Maria Gladys participou de diversas produções de sucesso, incluindo “Brilhante” (1981), “Bandidos da Falange” (1983), “As Noivas de Copacabana” (1992), “Hilda Furacão” (1998) e “Senhora do Destino” (2004). Seu papel mais emblemático foi o da diarista Lucimar da Silva na novela “Vale Tudo” (1988), personagem que confrontava a vilã Maria de Fátima e defendia os direitos das empregadas domésticas.

Um fato curioso sobre a atriz é o diagnóstico de paralisia infantil aos três anos de idade. Segundo Maria Gladys, a condição afetou drasticamente o modo de criação de seus pais.
“Sou filha única, tive paralisia infantil com 3 anos, fiquei sem andar. Meus pais, Armando e Rachel, não me negavam nada”, explicou ela à revista Quem.
Gladys nunca escondeu que se sente só. “Como sou filha única, quando você fica velha não tem mais ninguém, não tem mais pai, mãe. Só tenho um primo, morreram minhas tias. Meu pai morreu comigo, nos meus braços. Ele foi o homem da minha vida. Criou meus filhos, um homem boníssimo”, relembrou.

Gladys foi mãe adolescente, aos 16 anos, de seu primeiro filho, Glayson. “Fiquei casada um ano com o pai do meu filho. Quem criou Glayson foram meus pais. Era muito nova, não queria saber de filho, de levar criança para a praça. Tenho muita culpa com isso. Hoje, paparico muito meu filho. Quando fui para Londres, ele passou um tempo comigo”, contou ela ao mesmo veículo.
A atriz também é mãe de Rachel, do relacionamento com o americano Lee Jaffe, e mora em Londres. Ela é mãe de Mia Goth, atriz de Hollywood, única neta de Maria Gladys. Há ainda Maria Thereza Maron, também atriz, fruto da relação com o jornalista Oscar Maron.
Com juventude e fase adulta repleta de turbulências, Maria Gladys tem também no currículo um namoro com Roberto Carlos, além de ter dividido apartamento com Leila Diniz e Betty Faria. Além disso, ela já afirmou que fuma maconha todos os dias.

“Depois que minha mãe morreu, pirei. Virei hippie. Aí, veio a ditadura. Participava de passeatas, e um dia o tiro comeu. Entrei em uma loja e falei “não estou preparada para isso”. Estávamos quase em 1970. AI-5, barra pesadíssima, e as pessoas com que eu convivia indo embora para Londres. Lá, virei macrobiótica, tomava ácido, ia ver shows. Quando voltei, estava grávida da Rachel. Há pouco tempo descobrimos que o pai dela era outro”, sentenciou Maria Gladys.
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