A Netflix foi proibida de lançar o tão aguardado documentário sobre Prince, do diretor Ezra Edelman, e a razão veio à tona. Com mais de nove horas de material, divididas em seis partes, o filme estava pronto para ser exibido, mas foi cancelado devido a uma disputa com o espólio do astro.
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A plataforma de streaming adquiriu os direitos sobre os arquivos de Prince há cinco anos, e Edelman teve acesso exclusivo a documentos, músicas e materiais pessoais do artista. Contudo, a recente mudança na administração da herança de Prince levou à revisão do contrato com a Netflix, revelando uma cláusula que impunha que o documentário não poderia ter menos de seis horas de duração. Edelman, que já havia concluído a produção, recusou-se a cortar o conteúdo, o que resultou no cancelamento do projeto.
Como alternativa, o espólio de Prince e a Netflix chegaram a um acordo para a criação de um novo documentário, aprovado pela administração da herança, que evitará abordar questões delicadas sobre a vida do cantor.
“O Espólio de Prince e a Netflix chegaram a um acordo mútuo que permitirá que o espólio desenvolva e produza um novo documentário apresentando conteúdo exclusivo do arquivo do Prince”, disse a Netflix em um comunicado. “Como resultado, o documentário da Netflix não será lançado.”
De acordo com relatos do New York Times, a produção de Edelman, que incluía acusações de abuso físico e emocional por ex-namoradas e temas sobre drogas e práticas sexuais, não será lançada.
Considerado uma lenda do rock, Prince faleceu em 2016, aos 57 anos, devido a uma overdose de drogas. O novo documentário, ainda sem detalhes revelados, promete trazer conteúdo exclusivo dos arquivos de Prince, mas o foco deve ser diferente do projeto original.
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