O encontro da cultura musical norteia o programa Conexão França-Brasil, nova série original do jornalista e escritor Ruy Castro estreia neste domingo na Rádio MEC às 21h. Com quatro episódios semanais, a atração inédita revela a estreita relação entre os dois países em canções, sambas e bossas de todos os tempos.
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Durante o programa, Ruy, um dos nossos maiores escritores, apresenta composições brasileiras com temática francesa, obras de cantores nacionais interpretando canções em francês e versões daquele país de nossas canções. A cada semana, os ouvintes da emissora pública vão conferir uma edição inédita: “Tem francesa no morro“, “Chiquita Bacana e outros frou-frous“, “C’est si bon sambar” e “Um Brasil à francesa“.
O conteúdo evidencia a forte ligação entre as duas nações, que teve início no século XVIII e, mais fortemente, em 1816, com a chegada ao Rio de Janeiro de uma missão artística francesa a mando de Dom João VI.
Primeiro programa
O episódio de estreia contempla canções brasileiras, principalmente sambas, que têm como tema os franceses, além de curiosidades da estreita relação entre a música do Brasil e da França. Ao longo da atração, Ruy Castro destaca canções emblemáticas da presença da cultura francesa na MPB.
No repertório: “O que restou do nosso amor” (Charles Trenet, Leon Chauliac, versão Celso Fonseca), com Celso Fonseca (2002); “Sarambá” (Pixinguinha e Duque), com Daúde (1999); “Tem francesa no morro” (Assis Valente), com Aracy Cortes (1932); ; “La vie en samba” (Denis Brean e Blota Jr.), com Dircinha Baptista (1950); “Joujoux e balangandãs” (Lamartine Babo), com Mario Reis e Mariah (1939); “Paris” (Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro), com Carmen Miranda (1938); “Can-can no Carnaval” (Carlos Cruz e Haroldo Barbosa), com Emilinha Borba (1965), entre outras
Sobre Ruy Castro
O jornalista e escritor Ruy Castro começou sua trajetória profissional como repórter em 1967, no Rio de Janeiro, e atuou nos principais veículos da imprensa carioca e paulistana. Em 1988 passou a se dedicar aos livros e fez sua estreia como escritor em 1990, com o lançamento de “Chega de saudade: a história e as histórias da bossa nova”.
É autor de biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, reconstituições históricas sobre a bossa nova, o samba-canção e o Rio de Janeiro dos anos 1920, além de romances e obras sobre cinema e literatura. Em 2021, foi agraciado com o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL). No ano seguinte, foi eleito para ocupar a cadeira 13 da ABL.
Sobre a Rádio MEC
Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, dedica 80% de sua programação à música erudita. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.
A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.
Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.
Histórico da emissora
Sinônimo de educação, arte e cultura, a MEC foi a primeira emissora radiofônica do Brasil. Sucessora da Rádio Sociedade, criada em 1923 por Edgard Roquette-Pinto e Henrique Morize, guarda a história da música brasileira e tem papel importante na formação musical e cultural do país. Em 5 de julho de 2022, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.
Doada em 1936 ao Ministério da Educação, a Rádio MEC é gerida desde 2007 pela EBC. Com cerca de 50 mil registros e produções, a emissora possui um patrimônio de gravações de depoimentos que vão de Getúlio Vargas a Monteiro Lobato, passando por crônicas de Cecília Meireles e Manuel Bandeira. Já passaram pelos estúdios da emissora grandes nomes como Fernanda Montenegro e Carlos Drummond de Andrade.
A programação é voltada para a difusão da cultura brasileira. Contempla a diversidade da música nacional, de gêneros como o choro, a música regional, a instrumental e de concerto. Conta ainda na sua grade com programas dedicados à literatura, cinema, dramaturgia e às artes como um todo.
