Todos têm buscado saber sobre a menina que foi entrevistada e estava indignada ao não conseguir acessar a famosa atração de Xuxa Meneghel. “Eu cheguei aqui às 3h da madrugada, isso não pode acontecer! Deixaram o moço entrar e as crianças ficaram. Que ‘Xou da Xuxa’ é esse? Que ‘Xou da Xuxa’ é esse?”, reclamou Patrícia Veloso, nome da garotinha, que agora ganhou os holofotes.
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Patrícia foi procurada após esse trecho vir à tona no documentário Para sempre Paquitas, da Globoplay, e colhe os frutos da fama, já alcançando quase 100 mil seguidores em seu Instagram.
Ao mesmo tempo, há quem queira saber o que aconteceu com o repórter do meme viral “que Xou da Xuxa é esse?”. Afinal, Patrícia Veloso só foi vista porque ele, o repórter, deu essa chance a ela.

O repórter que aparece no vídeo que conquistou a internet e se tornou um fenômeno nas redes sociais é Paulo Roberto Amaral. Com mais de 30 anos na TV Globo, 16 como repórter, estava ainda no começo da carreira quando entrevistou a menina que desabafou diante das câmeras.
Por onde anda Paulo Roberto Amaral e o que faz hoje em dia?
Após anos de dedicação ao trabalho de repórter na Globo Rio, onde não apenas cobriu eventos importantes, mas também apresentou telejornais, Paulo foi transferido em maio de 2000 para São Paulo como executivo de jornalismo da emissora, e a partir daí trabalhou atrás das câmeras. Em 2016, decidiu seguir novos rumos e deixou a Globo, mas não se afastou do mundo da comunicação.
Atualmente, Paulo é sócio da Ageimagem Comunicação, uma empresa de comunicação e marketing com unidades no Rio de Janeiro e São Paulo. Ele dirige projetos de produção de vídeos e podcasts voltados para TV e streaming. Um de seus mais recentes trabalhos é no programa “De Malas Prontas”, exibido semanalmente no SBT, que tem conquistado a audiência tanto na TV quanto nas plataformas digitais.
Em um depoimento sobre a viralização do meme, Paulo compartilha: “A internet, quando usada para entretenimento, é muito divertida. A fala da menina foi espontânea e, embora alguns achem que o beijo foi uma forma de chamar atenção, na verdade foi um momento que ocorreu após seu desabafo. O que muitos não sabem é que a entrevista foi resultado de um trabalho em equipe; nosso cinegrafista, Flavio Capitoni, percebeu a indignação da menina e decidimos abordá-la.”
Paulo revela ainda que entrevistar crianças é um desafio, mas a sinceridade e a força da menina brilharam na câmera, eternizando aquele momento que se transformou em um meme. E, como diria Sandra Annenberg, “que deselegante” seria não reconhecer a importância desse trabalho coletivo.
O repórter que ajudou a contar essa história agora desenvolve estratégias de comunicação para empresas, treinamento de mídia para profissionais e estudantes não só para a TV, mas também para as novas mídias. “É curioso ver um meme do passado. Com certeza a repercussão desse recorte da reportagem hoje foi muito maior do que quando ela foi exibida, em 1988, no Jornal Hoje”, finaliza.
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