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A transmissão de mais uma discussão entre jornalistas

Excesso de trabalho e vaidade comprometem o canal de notícias em queda livre de audiência

Publicado em 27/08/2024

Mais uma confusão envolvendo o comentarista Demétrio Magnoli. O programa Em Pauta tem registrado mais repercussão pelas discussões e confusões entre seus debatedores do que pela audiência regular da atração, que, por sinal, não anda lá essas coisas.

Dessa vez, o veterano analista estranhou o próprio apresentador do programa, Marcelo Cosme, que abriu a edição seguinte à confusão sem fazer nenhuma menção ao ocorrido, que viralizou, e também sem justificar a ausência de Demétrio, debatedor titular da atração.

A discussão começou quando Magnoli introduziu seu discurso sobre a modalidade agrícola coivara, praticada na Bolívia e não gostou de ser interrompido pelo âncora, que queria aprofundar mais o debate com o correspondente Ariel Palacios sobre o tema anterior. Magnoli reclamou que o apresentador não o estava deixando falar e este pediu para que não ficasse bravo e mantivesse a cordialidade.

Discussões Anteriores
Há cerca de 15 dias, o veterano já tinha se estressado com outro titular do debate, o correspondente de Nova York, Guga Chacra, que acusou Magnoli de normatizar ideias racistas e xenofóbicas ao analisar a trajetória da líder de extrema direita Marine Le Pen.

No final do ano passado, a artilharia de Demétrio Magnoli foi apontada em direção a Gerson Camarotti, que o acusou de estar rindo durante sua exposição no debate sobre a indicação do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A mesma dupla já havia transformado o programa em uma espécie de ringue logo após a terceira posse de Lula, quando analisavam a composição do ministério.

Os rounds entre Magnoli e Camarotti foram, nas duas ocasiões, amenizados por Marcelo Cosme, que agora é o foco da vez.

Em Pauta: a vaidade
Esse tipo de reação fica mais evidente no Em Pauta, já que a cenografia e o modelo do programa fazem com que os participantes permaneçam todos em cena em um telão e com os microfones ligados.
No entanto, o clima no canal pago não é bom, em geral.

O modelo de trabalho desenvolvido atualmente por lá é visivelmente estressante. Primeiro, fica nítido ao telespectador (assinantes, como gostam de chamar) o foco quase total na editoria de política, o que faz com que até mesmo especialistas de outras áreas tenham que se adaptar para arranjar “furos” nesse segmento atualmente privilegiado pelo canal.

Além disso, a exploração dos mesmos comentaristas por horas seguidas, de forma sequencial, se repetindo em quase todos os programas, intensifica a disputa entre eles. Boa parte do tempo de suas falas é gasta reiterando os mesmos assuntos ou divagando. Fica evidente a disputa por quem tem mais fontes e pela autoria de pseudo furos, que muitas vezes nem são inéditos e já foram dados por outros profissionais de veículos concorrentes.

Ou seja, vaidade demais para fontes e audiência de menos!

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