A atriz trans Gabriela Loran, de 29 anos, que recentemente interpretou a personagem Luana na novela Cara e Coragem, falou sobre a carreira na área artística e celebrou o mês da Visibilidade Trans. Em entrevista ao gshow, a estrela destacou que deseja conquistar papéis sem o estereotipo de uma pessoa trans nas telinhas, assim como aconteceu na novela escrita por Claudia Souto.
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“Ser trans é minha condição de vida. Eu nasci e vou morrer assim. Enquanto atriz posso viver todos os personagens possíveis. Não quero ficar limitada só a personagens trans, que não sabe se pode ir ao banheiro, se vai contar que era trans… Não!”, contou a artista.
Gabriela Loran também destacou a importância de seu papel em Cara e Coragem, e ressaltou que deseja viver personagens ainda mais intensos. “Quero problemáticas como as da Luana, que estava ao lado de uma personagem gigantesca (a Clarice, vivida por Taís Araujo). Auxiliando, sendo cúmplice dela, com uma participação decisiva na novela”, disse ela.
“Quando assisto Juliana Paes em Pantanal… Aquela cena da morte da Maria Marruá é muito potente! Me pergunto: será que algum dia vou poder fazer uma cena tão forte quanto essa? Porque é para isso que estudei. Sou formada em Artes Cênicas, quero viver essas personagens. Não quero viver no raso. Quero profundidade”, completou.
Por fim, a atriz que iniciou a sua jornada na TV Globo em Malhação – Vidas Brasileiras (2018) conta que deseja que deseja conquistar ainda mais espaço na dramaturgia e falou sobre os avanços da comunidade T na política.
“A gente não pode se satisfazer com pouco. Senão, o pouco que a gente tem é retirado da gente. Tivemos quatro pessoas trans eleitas (as deputadas federais Erika Hilton (PSOL -SP) e Duda Salabert (PDT-MG), e as deputadas estaduais Linda Brasil (PSOL), e Dani Balbi (PCdoB) e isso é muito grandioso na política. Porque é isso: medidas públicas para pessoas trans só vão efetivamente acontecer quando tivermos representatividade dentro do Planalto”, afirmou Gabriela Loran.
